quinta-feira, 10 de junho de 2010

E Mesmo quando a visão se turva, e o coraçao só chora, mas na alma há certeza da vitória - Pe Fábio de Melo




 
Há pessoas que nos roubam...
Há pessoas que nos devolvem...!(Pe Fábio de Melo)
 






 
"Durante muito tempo eu fiquei preocupado com o que os outros achavam ao meu respeito. Mas hoje, o que os outros acham de mim muito pouco me importa (a não ser que sejam pessoas que me amam), porque a minha salvação não depende do que os outros acham de mim, mas do que Deus sabe ao meu respeito". (Pe Fábio de Melo) 
 
 
'...e faço das afrontas um ponto de recomeço,
é neste equilíbrio que vou revelando o que sou
e o que ainda devo ser'

[Pe. Fábio de Melo]
 
 
 
 
"A vida requer cuidado. Os amores tambem. Flores e espinhos são belezas que se dão juntas. Não queira uma só, elas não sabem viver sozinhas...
Quem quizer levar a rosa para sua vida, terá de saber que com elas vão inumeros espinhos. Não se preocupe a beleza da rosa vale o incômodo dos espinhos..." (pe. Fábio de Melo)



 "Sofrer com você é o máximo que posso fazer, e é o mínimo que você precisa." (Pe Fábio de Melo)


"A vida ainda não terminou. E já dizia o poeta "que os sonhos não envelhecem..." (Pe. Fábio de Melo)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Caio Fernando Abreu

Meus recortes - by: Gerlania Medeiros


"Um amigo me chamou
para cuidar da dor dele.
Guardei a minha no bolso.
E fui". (Caio Fernando Abreu)






"Escrever – e você sabe disso – pode eliminar essa sensação de gratuidade no existir, de coisas o tempo todo fugindo e se transformando em passado. Eu acho então que se escrever te dá um sentido para estar viva (ou a ilusão de um sentido, que importa?), então vai e escreve e diz tudo e rasga o coração, as vísceras, expõe tudo, grita, esperneia – no papel.". (Caio Fernando Abreu)


"Hoje pensei sério: se me perguntassem o que mais desejo na vida, não saberia responder. Quero tudo. Mas esse “tudo” é tão grande, tão vago, que me sinto estonteado. É preciso ir limitando meu sonho, apagando as linhas supérfluas, corrigindo as arestas, até restar somente o centro, o âmago, a essência. Mas qual será esse centro, meu Deus, que não encontro?” (Caio Fernando Abreu in Limite Branco)

“Te desejo uma fé enorme. Em qualquer coisa, não importa o quê, como aquela fé que a gente teve um dia, me deseja também uma coisa bem bonita, uma coisa qualquer maravilhosa, que me faça acreditar em tudo de novo, que nos faça acreditar em tudo outra vez”. (Caio Fernando Abreu)

“Não sou mulher de arrependimentos, de olhar pra trás, essas coisas.

A gente tem que mirar no alvo e atirar, pronto, foi.
A flecha não volta.
Se acertamos ou erramos, não tem volta.
Foi assim que levei a vida sempre”. (Caio Fernando Abreu)

“Estive doente. Doente dos olhos, doente da boca, dos nervos até. Dos olhos que viram homens formosos, da boca que disse poemas em brasa, dos nervos manchados de fumo e café. Estive doente. Estou em repouso, não posso escrever. Eu quero um punhado de estrelas maduras. Eu quero a doçura do verbo viver.” (Caio Fernando Abreu)



P.S. Espero que quando os seus olhos se deitarem nesses textos, sua alma sinta o clamor de um "eu" que grita dentro de ti, apesar de estar adormecido. Que a beleza do sensível abrande o soluço do sofrimento, enxugue as lágrimas que percorrem as maças que quero rosadas e sorridentes. Talvez Caio Fernando Abreu fale por você aquilo que ele proclama por mim. Aproveitem! By: Gerlania Medeiros

terça-feira, 1 de junho de 2010

Inspiração

Durante todo esse mês de junho postarei no meu blog textos de autores conhecidos ou não que de certa forma falam por mim. Textos esses em que eu me encontro, que parece que o autor fez pensando realmente como eu me sinto. Espero, sinceramente, que vocês sintam a mesma emoção e leveza ao ler esses textos como eu sinto.
E para abrir com chave de ouro, nada melhor do que um texto de uma autora que eu "sinto", de alguém que fala por mim e de mim. Minha paixão literária, Clarice Lispector.



Inspirações - by: Gerlania Medeiros

...
"- Ela é assim! Pronto.
- Mas assim como? Explica!
- Ela é assim um mix de tudo que se possa imaginar dentro de uma grande capacidade de apenas não ser nada em definitivo. Ela é aquilo que não consegue se encaixar em moldes pré-existentes, parece que ninguém nunca foi antes dela. Ela se incomoda com isso, às vezes, muito. Ela é cheia de sentimentos, parece que suas experiências se manifestam é no dorso do seu colo, e quase sempre, de vez em quando, tudo isso pesa. Mas não tem modo, não existe maneira que a faça ser diferente. E ainda, graças a Deus, ela é diferente. Algo que pesa e que tem o dom da leveza, algo que chora e que se manifesta em sorrisos, algo de forte, mas que se desmancha quando encontra a água."
(Clarice Lispector)
 ...


"Mas nem sempre é necessário tornar-se forte. Temos que respirar nossas fraquezas." (Clarice Lispector) 

...
"Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo – quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação." (Clarice Lispector)

...

"Sabe o que quero de verdade? Jamais perder a sensibilidade, mesmo que às vezes ela arranhe um pouco a alma. Porque sem ela, não poderia mais sentir a mim mesma." (Clarice Lispector)

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Xeque-mate

Nunca aprendi a jogar xadrez!




[...]

Pensamentos seguem o rumo de uma estratégia de mestre, na esperança de encontrar uma maneira de rever as peças que estão no tabuleiro, e saber movê-las sem assassinar a rainha. Como a vida é irônica, justo eu que jamais coloquei um vestido de princesa, me encantei por coroas, reinos e princípes, me encontro hoje num jogo aonde estou a ser representada pela rainha. Qual o poder e dever dela? Não sei! Só sei que a cada movimento por mais milimétrico que seja, sinto que estou perdendo, sinto que não faço mais parte da jogada. 
Me deem peças, me mostrem o tabuleiro, no entanto, ninguém está aqui ao meu lado me ensinando como jogar e não sair perdendo. É fácil discutir sobre um jogo, em que você é o reverenciado, que você conhece e sabe que vencerá. Difícil é você aceitar o desafio, chegar sem nada saber e sair mais "perdida" do que se encontrava antes.
Por que o rei não protege a rainha? Não seria essa função dele?
Parece que não!


[...]

Xeque-mate!
Está tudo preto e branco. Antes escuro, agora claro. Ontem indeciso hoje consciente. Era uma vez... e assim o verbo mudou de conjugação, perdendo o seu ideal de futuro e nem mais existente no presente. Guardem as peças do jogo. Recolham o tabuleiro. E o jogo será esquecido, pois aí está o encantamento do xadrez, ele pode ser jogado em qualquer lugar, basta ter jogadores, peças e tabuleiros. Nada resta além das lembranças de uma boa jogada, isso quando ela foi uma boa jogada. É um esporte para os fortes, habéis, e capazes. É um suicídio para estreantes, sensíveis e sinceros.


Rastros na areia da estrada. Estraçalhos de um vaso quebrado, antes colado, agora em novos formatos entre cola e partes. Silêncio! O personagem-narrador se cala enquanto um novo conto ganha uma nova página.


P.S. "A sinceridade sempre dói, mas nunca magoa" (M. C.) 

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Quem nunca disse que nunca ia dizer nunca?


Eu, no meu ímpeto jeito de ser humana, me vir hoje com a necessidade de colocar em dia esse blog, que é mais que uma página virtual onde posto meus pensamentos e devaneios, mas aquele local aonde expresso o meu lado mais calado de ser que grita no intuito das palavras serem o suficientes para que alguém compreenda o que estou a sentir.
Loucura?
Talvez!

Prefiro pensar em devaneios, pois quem nunca se sentiu cheio de uma vida (da sua vida) a ponto de querer explodir?
Quem nunca se olhou seriamente no espelho e perguntou quem realmente era?
Quem nunca chorou sem motivos, riu sem vontade ou calou-se enquanto seus pensamentos exigiam uma reação humana de fala?
Quem nunca duvidou do amor ou até mesmo se questionou sobre o que realmente é o amor?
Quem nunca disse que nunca ia dizer nunca?

Talvez seja esse a razão dos nosso questionamentos, o NUNCA. O nunca não existe (desculpe a decepção por essa revelação!). Não existe porque sempre o transgredimos, sempre utilizamos a palavra nunca numa oração em que prometemos o que não podemos cumprir. 
Tal palavra aparentemente vaga nada mais é que o sentido de sermos humanos, de sermos incompletos, de sermos insaciáveis, pois eis algo que não alcançamos, o nunca.
E o porquê de eu está cá a falar disso?
Não sei!
Creio que NUNCA sei as razões pelas quais sempre falo/escrevo, sinto como um escape, mas de quê e porque eu não sei. 
Me vejo diante desse texto como uma colcha de retalhos em que cada parte que me compõe seja um questionamento, e olho para essa colcha e a vejo incompleta, não por falta de tecido, não por falta de uma linha que amarre cada pedaço aos outros, mas sinto por não entender quem cobrir com esse meu eu questionável, pois não sei quem poderia colocar por cima de cada pedaço de retalho/questão, um tecido transparente, elegante e suave capaz de responder as questões costuradas num formato em que meu corpo parece desconforme a colcha feita.

Quem NUNCA  se sentiu perdida, por favor, peço que me mostre o caminho a seguir...


P.S. Há quem diga que só Freud explica, eu diria que nesse momento só Clarice Lispector me entenderia. Boa tarde!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Cansada!

Encontro-me extremamente cansada. Não sinto somente um cansaço fisíco ou de um dia estressante, minha alma é quem grita de maneira a tremer meus tímpanos pedindo descanso, o meu conceito de amizade se diz horrorizado com o que roubaram de mim.
 Estou exausta desse mundo em que minha função para alguns é por instantes ou quando necessário, e quando não sou tão útil sou esquecida, em qualquer espaço vago que possa abrigar uma criatura tão pequena, logo porque é preciso saber onde estou, afinal como irão me encontrar quando mais uma vez precisarem de mim.
Sinto-me como uma lajedo em uma praia frenquentada por vós ainda criança, aquele local inerte que não importa quando retornarás sempre terás contigo a certeza que o encontrará lá, no mesmo local esperando por você, para que você se encoste nele e assim possa narrar todas as mesmices de um humano que vivi a reclamar da vida que tem.
Há uma diferença entre mim e o lajedo, ele só ouve e eu sou "obrigada" a sempre falar, pois é essa sua intenção ao me procurar, ouvir o que eu estou a pensar (na realidade, ouvir o que você mesma disse só que com minhas palavras para soar como algo correto a ser feito, brincamos de telefone sem fio).
O lajedo tem mais sorte do que eu, as ondas desse mar que veio a minha mente e eu o criei nessas linhas que se descorrem em sua tela, não mais como um mar, mas como uma cachoeira, recebe a carícia da maré alta em noites de frio e solidão, recebe o calor forte e o brilho intenso da estrela maior em dias ensolarados (eu nada recebo).
O lajedo não se cansará assim como estou, pois ele não se move, não tem que fingir algo que não sente, a função dele é somente lá estar, posto na areia branca que vai e vem de acordo com o vento, já eu não estou posta em uma areia que pode ser levada com o vento, sinto minhas raízes "enraizadas" (redundante eu sei!) no solo duro e pouco fértil.
Talvez aqueles que blasfemam por aí uma amizade existente, sejam apenas lobos fantasiados de bons samaritanos que estão próximos a mim declamando o poder do amor e da amizade eterna, talvez meus ouvidos cansaram de ser orelhão e só receber chamadas e fazer chamadas sem ter a oportunidade de se pronunciar, só ouvir e repassar. 
Depois que você conhece uma amizade verdadeira é difícil ser enganada por falsos atores em cenas de amor fraterno e alma gêmea da amizade.
Estou cansada!
Exausta eu diria...
Escutar repetidas vezes a mesma história, sempre oferecer meu ombro amigo, passar a toalha de papel pela região por onde tende a escorrer um rio de lágrimas, ser cômica para te arrancar um sorriso, dizer que pode contar comigo e você só fazer isso quando realmente está em apuros. Na hora da comemoração, sou esquecida naquele espaço que possa guardar essa pequena criatura, afinal as glórias da sua vida eu não faço parte, mas das tristezas e momentos de solidão eu sou teu refúgio.
Jogo a toalha molhada, não me preocuparei mas se ela irá secar ou não, nem me importarei se ela mofar algo, estou cansada de te recompor. Não quero mais ouvir os gritos de protesto dentro de mim por ser tão boa para ti.
Vou descansar!
Caso eu volte de férias você descobrirá. No entanto, não se surpreenda caso o lajedo não esteja mais onde você sempre o encontrava, não prometo que ele voltará.   =/

Boa noite! *


P.S. É preciso falar e ouvir, porém o mais importante é se reconhecer no outro. A AMIZADE é uma palavra tão forte e séria que deveria exigir de muitos uma formação básica antes sequer de pronunciá-la.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Quanto vale um sonho?


          Vivemos a nossa vida construindo um castelo de areia, na esperança que ele jamais vai desmoronar, no intuito de embelezar não somente os nossos olhos mas os de todos que estão em nossa volta, na certeza que seremos as princesas e princípes do castelo construído.
          A questão é que nunca contamos com o tempo, não lembramos que existe um fator chamado vento que quase sempre leva a areia consigo em um soco de velocidade, e no lugar do castelo construído nos restam apenas a lembrança deste e os restos do espaço que antes armazenava todos os nossos sonhos.
          Passamos um bom período da nossa existência construindo o castelo e depois armazenando os nossos sonhos nele, e quando o vento passa por nós aliviando o calor e trazendo consigo a destruição, pois nem tudo que é belo não traz más companhias, é que percebemos que a construção que armazenava os nosso sonhos que antes pensavámos ser sólida, era simplesmente uma ilusão, pois tudo que resta é a poeira que ainda leva a areia antes firme aos nossos olhos.
          Sabe, não moro no litoral, não tenho a presença da areia do mar ao lado de casa (a areia existente é ineficácia do sistema de saneamento e limpeza urbana), na realidade não faço parte de um conto de fadas (eles existem?), e aos sonhos prefiro os chamá-los de objetivos, pois quando os não conquisto a dor parecer ser menor quando penso que era um objetivo e não um sonho (mentira! tenho sonhos!). Não sou princesa, não quero um princípe e não construo castelos seja-os de areia ou concreto. Sou o avesso do inverso!
            Quanto vale um sonho? Não sei! Ou talvez eu saiba, um sonho vale o período de vida que cada um tem. Cada sonho realizado você contrói mais um a ser e ter, parece que somos insaciáveis, sempre estamos em busca de algo, sempre estamos a sonhar na esperança de um dia nos sentirmos completos. O problema é que esquecemos que não há completude.
             Devemos parar de sonhar? Jamais! É como pedir ao homem que deixe de se alimentar ou saciar a sua sede, o sonho é o alimento da alma, é a vitamina da esperança e o suprimento do futuro.

 - Se eu posso fazer um pedido, não me leve os sonhos! Pegue minha carteira, conte as moedas e leve consigo. Destrua os móveis. Me roube a vida, mas que deixe os sonhos, pois enquanto os sonhos vivem em mim, eu vivo pelos meus sonhos! O valor dos meus sonhos correspondem os minutos de vida calculados com a multiplicação da esperança que reina em mim.

Boa noite! <3